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Youpix – DIA 1 e sugestão de agenda para o segundo dia

por Flavia Moura e Glória Celeste

Fui convidada para fotografar o Youpix que se realiza pela primeira vez no Rio pela chefe do Fui Obrigada. Literalmente fui obrigada. E gostei, claro!

Quando o Youpix era realizado preferencialmente em Sampa, eu não tinha esses luxos. Ouvia falar e me remoía de inveja, porque a vida não tinha batido o martelo que era a hora. Acabava me distraindo com outras coisas.

O YOUPIX está de parabéns e incentivamos a organização para que haja outras edições aqui no Rio de Janeiro, quem sabe em parceria com outros eventos de conteúdo que já são realizados por aqui (Blogcamp, Café 22, etc) ou tendo estes como fonte de quem faz conteúdo de qualidade.  Para incrementar ainda mais a participação da cidade maravilhosa e mostrar realmente a cara de quem faz a internet carioca.

Palcão - organizadora do @youpix Bia Granja

Palcão – organizadora do @youpix Bia Granja

Os encontros do #EBRJ me abriram as portas para encontros blogueiros e mesmo tendo ficado de fora de todos os Campus Party daqui, ali tive o gostinho do contato com a massa blogueira não me leve a mal!

Pois bem, levei minha câmera para registrar tudo tal e qual uma paparazza furreca (juro que é sem trocadilho!), daquelas que o flash levanta e faz plec-plec, me matando de vergonha ao me deparar com os flashes de verdade e seus rebatedores remendados com silvertape, muito mais superiores que minha automaticidade default!

Ainda sim, eu tava lá!

Chegay, baixei, saravei no meio de gente linda, que faz sexo frequentemente, se diverte sem gastar um puto e mais, tem algo legal a compartilhar e que todas curte.

Entrei bem no início (?) do set do Marcelinho fantoche, errr, quédizê, do @ErikGustavo bombadíssimo, só perdendo pra Steve Jobs em palestra da Apple (frase muito bem aproveitada de @MissMoura), Ulisses Mattos, humorista e Valesca Popozuda funkeira, onde Marcelinho, o fantoche leria contos eróticos e trechos de uma música de Valesca e Mr. Catra (Mama) e… bom, vcs podem realizar o que teria sido se ela não tivesse faltado.

Valesca não foi mesmo. Ok. Não era o nicho dela, de repente ela poderia estar ocupada com outras prioridades, mas deixou um buraco que foi muito bem aproveitado pelo fantoche, sem trocadilho. Buraco…? Aproveitado…? Ok, deixa.

Leu-se conto, leu-se a letra da música e como sempre, nós rimos com as perguntas e as ironias do boneco acerca daquilo que até nós nos questionamos quando ouvimos certas “músicas” de cunho sexual-pejorativo-de-baixo-calão. Inclusive eu, que sou @Engracadinha.

Um passeio para esticar as pernas e a máquina, impossível não ficar baratinado com o espaço Instaquadros, seus pufs e fotos tiradas com Instagram que viram quadros interessantíssimos, daquele q vc sonha em ter em casa se a carteira se abrir sorrindo. A minha chora, lamenta, soluça… vambora, sem mais derrotas.

Outro lance bacana com fotos, foi o stand da Fiat que te convidava a curtí-los no twitter e tirar uma foto com a hashtag #fiatnoyoupix deles no Instagram. Feito isso, vc retirava inteiramente di grátis, for free, 0800 a dita cuja reveladinha num papel fotográfico.

Nem preciso dizer q amanhã eu vou largar o dedo né?!

Aí voltei pro personagem paparazzi de meia tigela e comecei a correr os palcos.

No Vivo Mainstream tinha debate com @MissMoura, especialista em Mídias Sociais and so, o pessoal do Jovem Nerd que atrasou e perdeu o set (tendência?), Edney Souza, @Interney, especialista em Comunicação Social, @Julio_hungria, fundador do Blue Bus e Roberto Cassano (@rcassano) sócio da agência Frog, cujo o tema era praticamente inédito só que não, Posts Pagos… O início do fim?

Infelizmente por  problemas técnicos não temos todas as fotos do neste primeiro momento, em breve estarão nesta galeria.

Adivinhou que acertou que era um debate de mídias sociais e não tão adequado prum YouPix Festival onde os assuntos são tão diversos, que esse tema acaba ficando ofuscado. Não deu outra, entre parcas perguntas pertinentes, roncos da plateia iminentes, foi admirável ver a galera entendida não deixando a peteca cair, ao comparar os equívocos cometidos por blogueiros PRO aí afora e celebridades patrocinadas por produtos de grandes marcas, os vacilos, as posturas e afins. Muito interessante.

Mais uma rodada de bolsinha e eu encontrei os mino e as mina. Gente como @MarcoSa, @Foxxavier, @Deeercy, @GabrielSubtil oleleê, olalá, @Zaneti e @medo_b, frequentemente festejados no #EBRJ, onde a chefa @FuiObrigada transita livremente e não ficou de fora. Tietamos também @afonso3D e @Henriqueminimin porque o carinho é grande.

Demos um pulinho no cordei cadê hub?, palco onde palestava @Thum (Thompson de Brasília) falando sobre os porquês, dos porquês que nos levam a compartilhar coisas. Siminino tomou gosto pela coisa de falar em público e soou tão agradável que resolveu seguir carreira.

Esbarramos com @NataliaPorra e @Mackenzie que palestraram  e sim, eu não pude ver.

Assisti parte do Programa “Like a Boss” do Sebrae com Edson Mackeenzie (CEO do Videolog) e @NataliaPorra com moderação de Marcio Brito do Sebrae Nacional. Mackeenzie contou a aventura de empreender antes do sucesso da Videolog, e como o sucesso de hoje se construiu a partir dos erros e acertos anteriores. Infelizmente não consegui assistir o depoimento de Natalia, de como o hobby pode virar negócio… mas a leitura do seu livro A Cruz de Jenuário que está sendo lançado valeu a pena. Humor e crítica misturados em uma fórmula perfeita.

A dupla do Jovem Nerd entrevistou o ator hilário Paulo Tiefenthaler do ~culinário~ Larica Total fez sucesso!! Além do programa, sua paixãopor receitas como bolovo, moqueca de ovo… Paulo contou sobre os outros projetos – participação no seriado Suburbia, um projeto da funarte que ganhou este ano, cinema e um livro de receitas enviadas por telespectadores que ainda está no forno. Na seção de links coloquei outra faceta desse artista múltiplo: ele foi diretor de diversos curtas, disponibilizados online.Hora de relaxar: antes de andar mais um pouco comi um delicioso Megahit (MESMO) da Seara. E no aniversário de dois anos o stand Combate TechTudo fez grandes filas, muito divertido!!

Ainda ao final do  “Like a Boss” Em busca da idéia perfeita (conseguimos vídeo \o/) com Edney Souza esclarecendo o público  como expor as suas idéias aos futuros investidores, e se isso pode ser bom, bem como o lado obscuro da kibagem de idéias e projetos online e offline.  Agradeço a orientação recebida especificamente sobre como está o processo de monetização no facebook – essa foi apenas para mim. E já cobrei para o próximo YOUPIX Rio que ele exerça um talento que tem – o conheci primeiro como DJ  😀

Isa Ventura e Marcio Borges Malta, da Lomadee mostraram opções para elevar alguns canais de comunicação a plataformas profissionais e monetizáveis. Fomos ao stand da empresa e atendidos muito bem pela equipe, que já conhecia desde o primeiro Desencontro, como o “Interney”.

Do virtual para o real, visitei o stand e comecei a fazer uma loja no Magazine Você (poderia usar no Facebook, Orkut ou blog), e espantou a facilidade com que fiz – menos de 10 minutos.  Faltou apenas a escolha dos produtos. Um conceito de divulgação e modelo de negócios que pode mostrar o potencial empreendedor dos brasileiros online. Veremos em breve!

Ainda sobre monetização, agora offline Stefan Schimenes,  da Airbnb no Brasil falou sobre o potencial do Rio de Janeiro e como funciona o site, que é uma “rede social de hospedagem” onde você acha pessoas afins e pode conseguir uma renda extra.

Encontramos um Stand maneiríssimo da Darkstore Books todo caracterizado e onde era muito gostoso fotografar. Usei @MissMoura para isso. E não pensem que não salivei ao ver o Stand da Heiniken que abriria às 22h pra geral tomar a gelada. Lindo.

Tem muita gente que me pergunta qual a finalidade disso tudo. Os leigos, que vêem a gente com celular na mão futucando o que der e vier, e a gente fica rendido sem saber explicar. E por mais q a gente explique, parece que não entendem o que a gente diz. Paixão é isso. Por isso acho q a foto que mais traduziu esse espírito, foi a de @LiviaLamblet, Publicitária, vendo a paletra do @ErikGustavo com um Iphone na mão, um laptop no colo e as atenções voltadas pra todos, inclusive pro flash! Certeza, paixão não se explica. Pois é, não fiquei até o final. Mas prometo, amanhã tem mais!

SUGESTÕES PARA O SEGUNDO DIA: (como vocês viram tentamos cobrir quase todas as sugestões do primero dia de evento, mas por compromissos acadêmicos a cobertura deverá diminuir no segundo dia)
HUB da BALEIA
14h00 – 14h45 | ETIQUETA NA WEB: NÃO SEJA UM DESELEGANTE
Helena Duncan (jornalista, sócia da H+ Conteúdo e criadora do Etiqueta na Web) vai ensinar algumas dicas de como não ser um mala nas redes sociais.18h00 – 19h00 | O VALOR DA AUDIÊNCIA SEGMENTADA
Isa Ventura (Gerente de Negócios da Lomadee) e Gustavo Torres (Gerente de Adnetwork)
SEBRAE LIKE A BOSS
4h30 – 15h30 | LARGAR TUDO OU NÃO? EIS A QUESTÃO!
Bate-papo com Jonny Ken (Migre.me), Felipe Venetiglio e Everton Fraga  (Dujour) e Bob Wollheim (youPIX) com moderação de Marcio Brito do Sebrae Nacional. 15h45 – 16h45 | COMO FAZER CONTEÚDO RELEVANTE QUANDO TODOS FAZEM CONTEÚDO?palestra de Rosana Hermann (R7, Querido Leitor), uma das pessoas que mais entende de conteúdo digital no Brasil.
PALCÃO
14h00 – 15h00 | A COMUNIDADE CONECTADACom Rene Silva (criador do portal Voz da Comunidade, que deu voz aos moradores do Complexo do Alemão), Leonardo Eloi (co-fundador do Meu Rio), Anderson França (fundador da Dharma) e mediação de Beto Largman (jornalista e blogueiro do Feira Moderna do O Globo).15h20 – 16h20 | LITERATURA DIY: O NICHO VIROU MAINSTREAMCom Jovem Nerd e Azaghal, Eduardo Spohr (autor do livro A Batalha do Apocalipse), Fabio Yabu (criador do desenho Princesas do Mar, dos quadrinhos Combo Rangers e autor de livros independentes pela editora NerdBooks), Viviane Lordello (co-fundadora da Skoob) e @NatáliaPorra (redatora e tuiteira anônima, autora do livro indie A Cruz de Jenuário).17h00 – 18h00 | AS NOVAS LEIS DA INTERNETCom Mariana Macário (Gerente de Políticas Públicas do Google Brasil), Paulo Rená (Mestre em Direito, Estado e Constituição pela UnB), João Carlos Caribé (Ciberativista, idealizador do Mega Não e da Petição Online contra o “AI5 Digital”), Bruno Magrani (professor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV e coordenador do Observatório Brasileiro de Políticas Digitais) e mediação de Pedro Dória (Editor Executivo de Plataformas Digitais do jornal O Globo).18h15 – 19h15 | A 1a LIVE RETROSPECTIVA DA WEB 2012Cauê Moura, Nick Ellis, os Castro Brothers e sua Festa Meme e muito mais.

19h30 – 20h30 | COPY+ PASTE, CURADORIA E KIBE

Com Rosana Hermann, Carlos Cardoso, Jacqueline LaFloufa (jornalista e editora executiva do Blue Bus), Pablo Peixoto e mediação de Ana Erthal (professora da ESPM e pesquisadora de mídias e conteúdos digitais).

21h00 – 22h00 | PREMIAÇÃO: MELHORES DA TWITTOSFERA 2012

.@RenataLocutora, @Deeercy, @DicasdoMacGyver, @UlissesMattos, @SilvioLach, @Harpias, @Tonkiel, @RenatoBacon, @Dr_Marcelo

 MAIS:

Agendão do evento por Maíra Anjos

EM BUSCA DA IDEIA PERFEITA – Interney – http://twitcam.livestream.com/d1ewv
Curtas dirigidos por Paulo Tiefenthaler http://vimeo.com/user948110
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Agenda da nossa equipe no @youpix e sorteio de livros, revistas e brindes \o/

Fizemos uma pequena agenda do que achamos mais interessante no primeiro dia do You Pix Rio.  Estaremos por lá, e  se você for um dos SETE sortudos que estiver concorrendo ao sorteio pode receber pessoalmente no dia 11:

LEITURA:”O Silmarillion” – J.R.R Tolkien; “A arte de ter razão” – Shopenhauher; três revistas de GOTAZ
BRINDES: kit camiseta e boné do Code Redd; uma sessão de reiki. https://www.facebook.com/events/451544761573773/

fonte: internet

fonte: internet

10/12

CORDEI, CADÊ HUB?

14h00 – 15h00 | DAORA A CIDADE! \o/

curadoria: Catraca Livre

O Catraca Livre, que recentemente venceu o prêmio de melhor blog em língua portuguesa (The Bobs), recebeu o maior prêmio de jornalismo do Brasil e foi escolhido para participar da festa de comemoração de 1 bilhão de usuários do Facebook, conta como uma experiência de comunicação, utilizando os meios digitais, pode transformar cidades em lugares melhores de convivência.

Com Gilberto Dimenstein (colunista da Folha e fundador do Catraca Livre) e convidados.

15h15 – 16h15 | OVERSHARING E COMPARTILHAMENTO

Nós vivemos a “Era do Compartilhamento” – também conhecida como a “Era em que as pessoas compartilham coisas que eu não quero saber”-, mas você já parou pra pensar o que faz você compartilhar alguma coisa nas redes sociais? O que você está buscando quando dá Like ou RT em alguma coisa? Porque um post dá mais resultado do que outros? Em que momento você está mais disposto a compartilhar algo? Essas e outras questões serão respondidas nessa palestra com Thum Thompson, redator na AgênciaClick/Isobar e criador do Ossobuco, evento de criatividade que rola em Brasília.

PALCÃO

15h15 – 16h15| POSTS PAGOS… O INÍCIO DO FIM?

Profissionalização e monetização de blogs é um assunto velho. Os blogs tem cada vez mais relevância em termos de construção de opinião, mas continuam sofrendo com a maneira como monetizam essa influência. Venda de mídia tradicional (banners, patrocínios e afins) ainda estão restritos aos grandes portais, sobrando algumas poucas opções, entre elas o polêmico POST PAGO. Por outro lado, as marcas estão investindo pesado na construção das suas próprias audiências online, gerando conteúdo customizado próprio e se mostrando menos dispostas a pagar fortunas (alô, inflação) pra investir em blogs. Nesse cenário, como os veículos independentes poderão sobreviver?

Com Jovem Nerd e Azaghal (co-fundadores do grupo Jovem Nerd), Edney “Interney” Souza (Empreendedor, Professor, Especialista em Comunicação Digital), Julio Hungria (editor e fundador do Blue Bus), Roberto Cassano (Sócio e diretor de Planejamento Estratégico da FROG) e mediação de Patrícia Moura (Publicitária, especialista em Mídias Sociais, Professora de Marketing Digital)

20h40 – 21h00 | COMO FAZER UM QUARTO VAZIO FICAR CHEIO DE DINHEIRO?

Stefan Schimenes, Diretor Geral da Airbnb no Brasil, te ensinará a transformar espaço ocioso em dinheiro. o/

HUB DA BALEIA

14h00 – 14h45 | CRIATIVIDADE DIGITAL… DESPERTE A SUA!

Eu não sei exatamente o que é ser uma pessoa ~criativa~ hoje em dia. A internet trouxe pra geral a habilidade de fazer e criar qualquer coisa. Você é fotógrafo? Parabéns, eu também sou! Você escreve textos? Parabéns, eu também escrevo. Em tempos em que todo mundo faz tudo, como se destacar? O que é criatividade de verdade? Se você não nasceu uma pessoa criativa, ainda dá tempo de mudar as coisas.

Palestra com Edney @Interney Souza, também conhecido como “O Rei da Internet Brasileira”, um dos profissionais ~de internet~ mais polivalentes de que se tem notícia. Começou a carreira como gerente de sistemas, fundou a maior e primeira rede de blogs do Brasil, empreendeu em agências de comunicação, se tornou professor, consultor, executivo de empresas de tecnologia e curador de eventos de social media… tudo isso quase ao mesmo tempo e sem tirar de dentro.

16h30 – 17h30 | NERDCAST LIVE COM LARICA TOTAL

curadoria: Jovem Nerd

Paulo Tiefenthaler é a mente por trás do genial “Larica Total“, um programa de culinária contemporânea de guerrilha que ensina a cozinhar com pouco ou nenhum recurso e fazer iguarias tipo “Coxinhas de Frango Total Flex Turbo MPFI 2.0″, “Risoto Improvisado” e “Arroz de Puta Pobre”… todos pratos apreciados por pessoas que não manjam nada de cozinha além de comer. Jovem Nerd e Azaghal baterão um papo com Paulo e prometeram passar embaixo de mesa (tragam suas câmeras!) após a degustação dos pratos.

18h00 – 19h00 | TRANSFORMANDO SEU HOBBY EM NEGÓCIO!

Blogs, vlogs, Twitter… A internet permitiu que todo mundo se tornasse uma central de mídia interativa e fizesse seu próprio conteúdo. Mas o que pouca gente sabe é como ganhar dinheiro tuitando, postando no blog ou fazendo firulas no Youtube. Quer aprender? Isa Ventura e Marcio Borges Malta, respectivamente Gerente de Negócios e de Marketing da Lomadee, mostram passo a passo o que os blogueiros devem fazer para elevar seus canais de comunicação a plataformas profissionais e monetizáveis.

19h30 – 20h30 | ÓCIO COMBINA COM NEGÓCIO?

curadoria: Campus Party

Procrastinadores desse Brasil, uni-vos! Podem gatinhos fofos aumentar sua produtividade? Será que uma partida de ping-pong com aquele colega da mesa ao lado ajuda mesmo você a ter ideias melhores? Tudo indica que sim, então pode comemorar: os “brains” divertidos já não são exclusividade das agências de publicidade! Conheça profissionais e empresas que apostam na descontração e aprenda a respeitar o ócio criativo.

Com Fábio Seixas (fundador do Camiseteria e da SpaceApps), Ula Amaral (sócia-diretora da Oslo Inteligência Digital) e mediação de Amure Pinho (CEO da Crossfy e diretor da Associação de Start Ups do Rio).

OBS: fique de olho na programação do evento, que neste primeiro dia sofreu algumas pequenas alterações!

Saiba mais:

Apenas o palco principal será transmitido ao vivo

As palestras com apresentação estarão no slideshare

Entrevista com profissional de mídias sociais – Patrícia Moura (parte 2)

Trabalho:  entrevistar uma pessoa do meio jornalístico ou publicitário, que deveria começar com um lead e prosseguir num ping-pong. Disciplina Introdução às Profissões em Comunicação.

Patrícia Moura online

CM – O Inglês é obrigatório?

PM – Não, não, porque tem muitas agências que só atendem clientes brasileiros e não vão pedir isso no processo seletivo.

Hoje, se eu vou abrir um processo seletivo, eu preciso que no mínimo o candidato tenha canais pessoais nas principais redes sociais. Ele precisa ser usuário pra entender a dinâmica de cada rede. Se a pessoa diz “Ah eu não gosto, não quero botar minha vida lá…” Desculpa, não vai trabalhar comigo. Então, isso para mídias sociais é o mínimo. Todo recrutador de mídias sociais faz uma análise dos canais das pessoas, vêem o que elas publicam, se elas falam besteira, se colocam fotos inadequadas, então em mídias sociais isso é o mínimo. E muita gente perde oportunidade aí, né? Hoje por exemplo, eu não peço um currículo, eu peço um Linkedin. Eu até recebo currículo, mas eu quero ver o Linkedin da pessoa. Ela pode até dizer: “Ah meu Linkedin está desatualizado, não mexo há muito tempo.” Ok.

Se ela fala assim: “O que que é isso?” (risos) …

FM – Eu tenho Linkedin, mas por exemplo, eu nunca usei o mural do Linkedin pra falar nada. Tem um exemplo de uma profissional de publicidade…

PM – Você não precisa usar. Você tem que manter ele atualizado. Só isso. É o seu currículo online.

FM – Tem uma profissional de publicidade conhecida, que integra seus tweets com o google talk para o Linkedin, então às vezes eu a vejo comentando sobre Ana Maria Braga no Linkedin.

PM – É… É um problema comum.

FM – Eu não acho isso adequado!

PM – Não é mesmo. É uma ferramenta que tem essa facilidade, mas o profissional tem que ter muito cuidado ao integrar, porque pode estar falando uma coisa super pessoal em outra plataforma e no Linkedin ter vários recrutadores, diretores de empresa, profissionais de mercado lendo uma coisa que não é adequada naquela rede.

FM – Patrícia, me diz o que você já fez desde a graduação, em quais agências você trabalhou?

PM – Eu comecei trabalhando como redatora de uma empresa que comercializava esperas telefônicas. Eu era responsável por esses textos. Dali eu fui pra uma agência que trabalhava conteúdos pra marketing, voltados pro segmento médico. Então eram diversos fascículos (…), enfim, ferramentas de gerenciamento de escritório…

FM – Você também era redatora?

PM – Sim, eu era redatora nessa agência de marketing médico (TSO, que hoje se tornou uma editora). Em 2008, no ano seguinte, eu consegui entrar no mercado digital no Rio, através da agência Frog.

Eu fui analista de mídias sociais. Jr, depois eu fui promovida a pleno. Lá eu era responsável por criação, planejamento, execução de campanhas pra uma série de marcas já conhecidas: grupo Ediouro e as cinco editoras que compõem o grupo, fui responsável pela entrada da Oi nas mídias sociais, fiz um job pra Kuat, alguns pra revista Coquetel, de palavras cruzadas… dentre outros mil planejamentos.

FM – Teve algum case de sucesso na Frog, que você tenha sido responsável?

PM – Sim, alguns pra Ediouro eu criei um personagem chamado O Leitor Voraz, na época, em 2008, o Twitter era bastante novo no Brasil, entrei no Twitter em 2007, ele foi criado no final de 2006 e não havia personagens corporativos. Então eu desenvolvi a criação do personagem, que era um garoto devorador de livros e ele já fazia alguns concursos culturais e dava dicas de todos os lançamentos do grupo Ediouro e falava um pouco sobre os autores de cada livro. Ele foi responsável pelo processo de rejuvenescimento da marca. Então ele deu tão certo naquele momento, que ele ganhou perfis em várias outras redes sociais e ganhou um portal próprio.

FM – Você pode dizer pra gente um exemplo de comportamento ou de ação que O Leitor Voraz tinha no Twitter? Alguma brincadeira que você fez com os twitters?

PM – A linguagem era muito lúdica, então era inovador pra época ter uma marca dando bom dia, falando gíria, brincando de follow friday e usando todos os recursos que as outras pessoas usam. Existia uma divisão até então, um patamar que a marca tinha que usar, uma linguagem toda corporativa. Então O Leitor rompeu todas essas barreiras e então ele era bem próximo do consumidor da Ediouro.

FM – Eu queria que você falasse um pouquinho sobre a brincadeira de morto-vivo…

PM – (Risos) É… teve uma ação específica pra um livro chamado Serial Killer e a gente desenvolveu uma mecanicazinha no Twitter, onde o usuário precisava dar um reply pra vários amigos dizendo que os matou e a medida em que esses amigos respondiam dizendo “morri”, esse usuário ganhava um ponto. Então a pessoa que mais matasse perfis no Twitter naquele dia, seriam os vencedores e ganhariam os livros Serial Killer.

E foi uma tarde inteira de loucura, todo mundo brincando de “matei”, “morri”, “matei de novo”… “deixa eu matar você!” “Ah, mas eu já morri pelo fulano!”, “Não tem problema, eu quero ganhar ponto também!” e a quantidade de usuários de Twitter no Brasil era pequena, então era fácil fazer um buzz

FM – E quando você saiu da Frog, foi pra qual agência?

PM – Fui pra Simples Agência, em 2009. Lá eu coordenei as ações pra um cliente, que era o Compra Fácil, um e-commerce. Na época, ainda era pouco conhecido, tinha um recall baixo. As pessoas eram muito desconfiadas com sites de compra na internet, onde confiar, botar seu cartão de crédito. Antes do boom de compras coletivas, as pessoas evitavam comprar online.

FM – E qual era o seu cargo?

PM – Eu era analista de mídias sociais sênior. Lá eu também tive a oportunidade de trabalhar o desenvolvimento de personagem e ações de buzz. Quando eu cheguei à Simples Agência, já havia um personagem pro Compra Fácil, que era um robozinho chamado Facilita, porém ele não tinha uma linguagem adequada. Ele falava das ofertas muito duramente como “Liquidificador a 39,90 na promoção.” E as pessoas não interagiam, não tinha nenhum carisma, nenhuma afinidade. Então eu tive carta branca pra trabalhar essa linguagem e a primeira coisa que o Facilita falou no dia seguinte foi “Bom dia terráqueos, cheguei ao planetinha azul.” Mais uma vez eu trabalhei o lúdico e meses depois as pessoas já estavam perguntando se podia mandar beijo pra sobrinha, que a pessoa ia printar o tweet, e estavam perguntando quando ia sair o robozinho, igual tem o do Big Brother, porque já queriam comprar o personagem. E a gente começou a vender muito pra época, cerca de R$10.000 no blog. Saímos de quase 0 pra 10.000 de vendas por mês, só linkando a foto do post ao e-commerce. Inclusive foi destaque da revista Info naquele ano.

FM – E ai você saiu da Simples Agência

PM – E fui pra Agência Binder, que foi a primeira agência de publicidade, de fato que eu trabalhei, no final de 2009. Lá eu tive uma grande responsabilidade que era coordenar, tirar do chão o departamento de mídias sociais pra transformar a agência em integrada. Pra que ela pudesse vender o serviço de comunicação integrada. Lá eu trabalhei pra vários clientes interessantes como Shopping Nova América, e todo o Grupo Ancar, que é composto por 19 shoppings em todo o país, Escola Superior Nacional de Seguros, Chevrolet Rio, Cerveja Cintra, Mariner… Lá eu tive experiências muito interessantes e alguns cases também, que chegaram a ganhar prêmio.

FM – Em que ano você saiu da Binder?

PM – Em 2011, quando eu recebi uma proposta pra ser gerente de mídias sociais da Casa Digital, no Rio também. A Casa Digital é uma agência totalmente voltada pra política. Eles nasceram em eleições e tiveram êxito nessa área, continuaram atendendo clientes como Governo do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio de Janeiro, Governo de Brasília… Então fiquei lá até esse ano, 2012, trabalhando diretamente pra esses clientes em algumas campanhas importantes pra cidade.

FM – Dessas agências que você trabalhou, qual a que você tem mais afinidade? Você gostou de trabalhar com política ou prefere trabalhar com a parte criativa?

PM – Na realidade, eu continuo trabalhando com política até hoje, mas a minha paixão são produtos, marcas, então nesse caso, as agências digitais anteriores e a Binder tem mais a ver com o meu perfil, mas a área de política dá bastante dinheiro, digamos assim… (risos) e tem oportunidades de crescimento sempre, também.

FM – Pra finalizar a entrevista, você tem alguma mensagem pras pessoas que estão se formando agora, que queiram trabalhar como publicitários, no geral?

PM – Bom, minha sugestão é que planeje a sua carreira. Os jovens deixam muito, igual a música do Zeca “Deixa a vida me levar, vida leva eu…”, “Se arrumar um emprego no banco e tiver uma oportunidade de ganhar mais, eu vou e depois eu volto.” NÃO. Você não vai voltar. Então tem que ter foco, tem que planejar. “Vou fazer faculdade até tal ano, e durante a faculdade, vou fazer inglês,  Photoshop, vou a tal evento e depois vou fazer a pós, depois o mestrado, doutorado… ou um curso de criação em Miami…” Mas tem que ter um foco, tem que ter uma meta. É difícil conseguir emprego, não é fácil, tem que persistir, tem que ser bastante determinado a conseguir isso. Quem fica muito na dúvida, acaba não conseguindo uma posição rápido. Tem que estar bastante atento para o que o mercado está pedindo, o que está acontecendo e nas noticias. Eu acho que eu sou meio kamikaze também (risos) de querer abraçar o mundo com as pernas. Mas foi assim que deu certo pra mim, então é assim que eu entendo o mundo da comunicação e o que eu posso recomendar é que a pessoa seja bastante focada na carreira e consiga planejar bastante seus estudos.

Entrevista concedida a Carolline de Miranda,
Felipe Farias e Flavia Moura em 23/09/2012

da esq p/ dir.: Felipe, Patrícia, Carolline, Flávia Moura

Entrevista com profissional de mídias sociais – Patrícia Moura (parte 1)

Trabalho:  entrevistar uma pessoa do meio jornalístico ou publicitário, que deveria começar com um lead e prosseguir num ping-pong. Disciplina Introdução às Profissões em Comunicação.
Patrícia Moura

O combinado era nos encontrarmos na casa da publicitária Patrícia Moura num final de tarde de domingo para entrevista e fotos. Por problemas de logística, a equipe composta por 3 alunos da Estácio  de Sá e entrevistada, foi deslocada para casa de um dos membros da equipe, onde além de produzi-la, poderíamos contar com ajuda de seu pai, um conceituado repórter fotográfico para registrar o trabalho da equipe.

Patrícia tem 28 anos e se formou em Publicidade e Propaganda pela Estácio em 2006 e já no ano seguinte se pós-graduou em Mídias Digitais, na mesma instituição.

Após larga experiência em diversas agências, hoje ela coordena a campanha em meio digital de um candidato às eleições pela prefeitura de Niterói, dá aulas para turma de pós-graduação de Mídias Digitais da Estácio e está organizando com mais dois outros profissionais da área, um evento de métricas que acontecerá em São Paulo ainda este ano no mês de novembro. Abaixo, ela nos conta um pouco de sua trajetória, seus obstáculos, mostra sua visão do mercado de publicidade e dá dicas preciosas para quem está iniciando na área.

Carolline de Miranda – Por que você escolheu essa profissão?

Patrícia Moura – Eu sempre quis fazer Comunicação. É bem difícil dizer de onde surgiu esse meu desejo, mas eu sempre tinha uma ligação muito forte com os jingles, propaganda com a TV aberta… Acho que isso me despertou a curiosidade sobre o mundo da publicidade.

Flavia Moura – Quais foram seus primeiros passos profissionais?

PM – Bom, eu comecei como redatora e o estágio foi o primeiro passo profissional. Eu só consegui o estágio no sétimo período e isso é bastante complicado pra quem está querendo buscar uma carreira. Muito fácil conseguir emprego, trabalho, “freela”, o difícil é conseguir um bom estágio que vá te colocar dentro de uma empresa legal, ou de uma agência de publicidade que possa te proporcionar uma jornada dali pra frente.

FM – Eu queria saber em que momento você descobriu o nicho das mídias sociais em publicidade? Porque esse ainda não era um mercado de publicidade, então eu queria saber em que momento veio esse clique “é por aí que eu vou”?

PM – Primeiro teve a monografia, que é o projeto de conclusão de curso, onde eu optei por estudar o Orkut e subentende-se que eu tive que estudar teoria de redes sociais. À partir dali, eu não sabia muito bem com o quê que eu ia atuar. O que me vinha à cabeça era: nossa! Eu quero trabalhar no Google, ou para o Orkut. Mas não tinha muito idéia de em que mercado eu poderia atuar, porque a publicidade nas plataformas sociais ainda engatinhava, era um padrão de mídia muito tradicional.

Entre a faculdade e a pós, que na verdade só levou seis meses, eu conheci pessoas e conheci eventos da área de tecnologia, que me apresentaram ao mercado publicitário em São Paulo e lá já havia agências trabalhando com mídias digitais. Então acredito que isso tenha sido em meados de 2007, mas no Brasil já havia agências e empresas trabalhando com isso, mas muito poucas e quase todas concentradas em São Paulo.

FM – Ok. Sobre esse mercado de publicidade, qual o momento que ele está vivendo? Está em baixa…?

CM – Você acredita que ele está saturado, como dizem?

PM – Não, não sei se saturado é o termo. Mas houve um aprendizado geral no mercado publicitário. As mídias sociais realmente mexeram com a estrutura do mercado de comunicação. Todo mundo que fazia de um jeito teve que aprender um novo jeito de fazer. Todo mundo!

Desde o jornalista, ao diretor de arte, ao redator, criativo, ao cliente, planejamento, todo mundo teve que se dar conta de que hoje qualquer parte da campanha pode virar uma piada nas mídias sociais, ou pode se desdobrar em outras ações na web. Então, teve esse primeiro momento do aprendizado, da conscientização, teve um momento de conscientização… O mercado não sabia que isso ia tomar o tamanho que tomou. (…) a gente está num terceiro momento, onde boa parte das agências brasileiras já absorveu esse serviço de alguma maneira, já integraram esses serviços propostos, mas os clientes ainda não têm total consciência do poder das mídias sociais.

Hoje, 40% das empresas segundo pesquisas também, já estão dando atenção às mídias sociais. Ainda tem muita gente pra engatinhar no digital, pra aprender a criar seu próprio site, a criar canais de comunicação eficazes. Acho que o aprendizado do impacto do digital em todos os outros canais de comunicação ainda vai ser em longo prazo. Acho que todas as agências “Off” estão ainda testando muito na metodologia de tentativa e erro, pra chegar num modelo de negócio interessante pra eles mesmos e comprovar a lucratividade, rentabilidade pros clientes que querem atuar no digital.

Patrícia Moura online

CM – E é rentável para o profissional? Dá pra comprar a casa própria (risos)?

PM – Eu acho que é igual. Igual aos outros patamares salariais. Houve um tempo áureo da publicidade que não existe mais e eu nem sei se vai voltar que realmente quem trabalhava em grandes agências ganhava muito, muito, muito dinheiro, era o tempo da propaganda liberada pra cigarro, era o tempo que bebida alcoólica podia anunciar em qualquer horário… Hoje os clientes estão muito mais conscientes de onde estão colocando o dinheiro, eles querem resultado efetivo, cálculo de resultado, prova de que aquela campanha deu certo, trouxe o retorno, que é o que a gente chama de ROI – Retorno sobre O Investimento e ninguém está jogando dinheiro fora, ninguém está nessa brincadeira pra perder, né?

Houve um período do digital, em que eu também participei dessa “onda”, não havia profissionais com bagagem suficiente pra preencher a demanda do mercado, então esses profissionais tiveram uma supervalorização. Mas esse momento também já passou, agora todo mundo já se conscientizou. Todo mundo que está aprendendo, entrando na faculdade hoje já está com o olhar voltado pro digital, quem trabalhava com mídia offline há 10, 20 anos também, já está correndo atrás de aprender. Em 2012 já houve um freio no mercado, bem grande em relação a cargos, salários e oportunidades porque já estão aproveitando muita gente que já estava na área. Essas pessoas estão se qualificando e estão agregando essa função. O profissional que trabalha hoje no digital, ele não é privilegiado em relação ao profissional do offline.

Felipe Farias – Então, como se destacar na profissão quando tem tanta gente qualificada e se qualificando pra isso, nesse novo cenário?

PM – Existem coisas básicas, pelo menos na minha opinião. Um profissional que tem domínio do Inglês, ele é bem visto em qualquer área da comunicação. Ele tem um diferencial em qualquer área. Então ajuda quando você está no processo seletivo e quando a agência tem clientes internacionais. Cursos, qualificação de uma maneira geral, palestras, eventos. Existem milhares de eventos na área, existem eventos gratuitos, webnars (conferências pela web), você pode assistir às palestras via livestream, diretamente da sua casa ou do seu celular. Existe uma literatura vasta em teoria de redes sociais, de cibercultura. Eu pelo menos consegui a diferenciação muito através de teoria, porque em relação à prática, muita gente está no mercado e consegue chegar lá, mas existe um abismo entre o mundo acadêmico e o mundo do mercado, prático né? E eu segui muito a linha do meio. Eu quis muito ser as duas coisas e isso funcionou, então eu tento agregar o máximo de teoria ao meu trabalho. Você realmente tem milhares de artigos, notícias, livros, cases e de eventos, pra acompanhar ao mesmo tempo e aí, acho que se eu puder dar uma dica em cima disso, é escolher um viés que você queira atuar: “Ah, eu quero trabalhar com métricas, eu quero trabalhar com monitoramento, ou planejamento, ou com criação.” É saber eu quero isso e comer livro, mergulhar nesse mundo e tentar ser o cara que mais sabe daquilo que você escolheu.

FM – Tem algum profissional no qual você tenha se espelhado?

PM – Tem sim. Hoje a mulher no qual eu julgo ser a maior especialista em redes sociais do país. É a Raquel Recuero, da Universidade de Pelotas, porém a Raquel não é publicitária, ela é professora, pesquisadora, é uma teórica da comunicação. Ela tem alguns livros publicados sobre redes sociais e já publicava artigos sobre redes sociais desde a era do Fotolog, Myspace, etc; então ela é bibliografia recomendadíssima pra qualquer pessoa que queira entrar no mercado. O trabalho da Raquel me inspirou e me inspira até hoje!

CM – E como é que faz para o profissional não ficar “escravo” de trabalhar em agência pra sempre, só sendo “peão” a vida inteira? Tem que se arriscar, não é?

PM – Abrir sua própria agência (risos)… É uma saída que muita gente…É, hoje o home Office. Trabalhar como consultor, ou freelancer, é uma saída pra muita gente. Mas eu particularmente não vejo essa coisa de trabalhar em agência como ser peão. Eu gosto, mas talvez eu seja diferente das outras pessoas. (…) Por exemplo, tem o Roberto Justus e Walter Longo. Você pode ser o dono das seis agências, mas você pode ser o braço direito do cara que é o especialista, que está do lado dele o tempo todo e que não deve ter um salário pequeno (risos), então, ser empregado também tem suas vantagens, né? Você dorme com a cabeça mais tranqüila!

CM – Seguindo o pensamento que estamos nessa realidade das mídias sociais cuja tendência é, com o aumento da tecnologia, o uso delas aumentar junto. Então você acha que pode acontecer de o profissional de comunicação acabar sendo desnecessário? Por exemplo, uma pessoa coloca um vídeo no Youtube, vira sucesso, e a chamam pra fazer propaganda na televisão, entendeu? Será que daqui a pouco o profissional que pensa por trás disso vai ser meio obsoleto?

PM – Não, acho que não. Porque as pessoas fazem, sobem as coisas, publicam, compartilham espontaneamente. O profissional é estratégico. Ele vai traçar uma meta para que aquela campanha dê certo e alcance o target específico que ele determinou, os objetivos de comunicação e de marketing. Uma pessoa que não seja da área não vai ter essa visão. Acontece? Acontece. Tem um fenômeno que hoje toda a mídia fala dele, por exemplo, Felipe Neto fez isso sozinho sem ser publicitário. Ele conseguiu reunir uma audiência e essa é a graça, esse é o poder das mídias sociais, de qualquer pessoa, de qualquer usuário…

FF – O que fazer quando se está com os prazos atrasados e a criatividade parece que fugiu? Como se inspirar?

PM – Nossa… Eu acho que cada pessoa vai ter uma resposta diferente pra isso. Eu gosto muito de acessar blogs de comunicação que mostrem ações diferenciadas. Se eu estou sem uma idéia, desesperada, se falta uma hora pra entregar o planejamento e eu não tive “a” idéia que vai ser o mote daquele planejamento, eu acho que vou assistir cases na internet, pesquisar em blogs, vou procurar que marcas concorrentes, ou substitutas ou do mesmo mercado, o que elas fizeram.

CONTINUA!!!…

Entrevista concedida a Carolline de Miranda,
Felipe Farias e Flavia Moura em 23/09/2012
da esq p/ dir.: Felipe, Patrícia, Carolline, Flávia Moura
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