Curso de extensão Leitura de textos de linguística em INGLÊS: gramática gerativa – primeira tarefa

How Infants Acquire language: Some Preliminary Observations de Jacques Mehler, Anne Christophe e Franck Ramus;  publicado no livro Image, language, brain: papers from the First Mind Articulation Project Symposium

Curso de Extensão

Coordenadores: Aleria Cavalcante Lage e Aniela Improta França (Programa de Pós-Graduação em Lingüística/FL-UFRJ)
Palestrantes: Isabella Lopes Pederneira, Rafael Saint-Clair Braga e Thiago Oliveira da Motta Sampaio (Doutorandos de Linguística – UFRJ)
Ementa: Familiarizar alunos com pouco ou razoável conhecimento de inglês com textos de Linguística em inglês, mais especificamente da área de Gramática Gerativa. Visando a uma melhor compreensão do conteúdo dos textos, serão trabalhados os pontos gramaticais e o vocabulário técnico, bem como o conhecimento de Linguística. O curso pode também auxiliar candidatos ao Mestrado em Linguística da UFRJ a se prepararem para a prova de inglês.
Pré-requisito: ter frequentado ou estar frequentando a disciplina Linguística I ou ser aluno da Pós-Graduação em Linguística.
Período: 12/04 a 21/06 (11 encontros)

Iniciamos com a leitura do texto  How Infants Acquire language: Some Preliminary Observations de Jacques Mehler, Anne Christophe e Franck Ramus; que é o terceiro capítulo publicado no livro Image, language, brain: papers from the First Mind Articulation Project Symposium, em Tokio/1998. Editado por Alec Marantz, Yasushi Miyashita e Wayne O’Neil. O texto discute a partir do postulado inatista de Chomsky da GU – Gramática Universal, o motivo de ser tão difícil estabelecer se as crianças utilizam a rede neuronial da linguagem de forma similar aos adultos.  O texto ressalta que Chomsky demonstrou que todas as linguagens possuem mais regularidades em comum do que diferenças superficiais.

Destacaram a relevância do estudo de Lennenberg, que mostrou que a inteligência e QI – Quociente de Inteligência não estavam ligados ao processo de aquisição da linguagem; além disso o cientista apontou evidências que as crianças aprendiam a linguagem espontanamente, e sem esforço. Lennenberg com dados de crianças afásicas descobriu que poderia atribuir a área da linguagem ao hemisfério esquerdo em falantes adultos, mas não em crianças com idade inferior a quatro anos. Até a década de 90 a associação da linguagem com o hemisfério esquerdo de crianças pequenas permanece indistinta.

No texto de Mehler et alii  também apresentaram evidências que sugerem que a aquisição da primeira linguagem é diferente para outras linguagens com aprendizado posterior. Desde a descoberta de Broca em 1861 psicólogos e neuropsicologistas tentam descobrir onde está localizado no cérebro humano o órgão responsável pela fala. Tivemos a sorte de que nos últimos 20 anos novos métodos apareceram para ajudar a entender a emergência da linguagem e a lateralização dos hemisférios; tanto que em 1998 Muller et alli acharam evidências em crianças que tiveram lesões unilaterais muito cedo, de que o hemisfério direito toma para si algumas funções do hemisfério esquerdo danificado, bem como acontece uma pequena reorganização intrahemisférica no cérebro.

Imagens de estudo do cérebro complementam as pesquisas sobre o processamento bilíngue. PET – Positron Emission Tomography e fMRI – functional Magnetic Ressonance possibilitaram a exploração da primeira e segunda linguagem em falantes saudáveis. E como Mehler afirma, seria necessário um maior número de pesquisas para entender os bilíngues que falam uma linguagem oral e ASL – American Sign Language.

criança no laboratório de psicolinguística

No final da década de 70 foi descoberto que recém-nascidos reagem quando um falante troca de repente de uma língua para outra – e os estudos realizados durante a década de 80 chegaram à conclusão que bebês distinguem a mudança na linguagem. Outros estudos feitos por Mehler indicaram que os recém-nascidos faziam esta discriminação com base nas propriedades de prosódia do sinal de fala. No início da década de 90 Werker e Kuhl com suas respectivas equipes mostraram que  infantes começam a especificar fonemas da sua linguagem entre seis e doze meses. Mehler sugere que infantes podem se utilizar disso para descobrir algumas das propriedades fonológicas e sintáticas da sua língua materna. Em 1982 chamado de prosodic bootstrapping, mais recentemente Morgan cunhou o termo phonological bootstrapping (1996). esta idéia converge com a idéia de algumas propriedaeds formais da linguagem, tanto fonológicas ou sintáticas, podem ser descobertas através da análise puramente fonológica do input de fala – sem a referência ao contexto do qual o falante se utiliza, por exemplo. Estes resultados e muitos outros sugerem que ao final do primeiro ano o bebê já adquiriu a maior parte da fonologia da língua materna. Além do mais, a fonologia parece ser adquirida antes do léxico.

Da mesma maneira que os bebês distinguem algumas linguagens, Mehler apresenta casos onde as crianças discriminavam grupos de linguagem que apresentavam diferentes tipos de ritmo, e confundiam linguagens que pertenciam ao mesmo tipo de ritmo. Ele apresenta um PCH – Phonological Class Hypotesis, onde estes “ritmos” seriam de fato classes fonológicas, no sentido de que o grupo possui um determinado  número de propriedades fonnológicas em comum, sendo o ritmo uma delas. PCH poderia explicar também algumas das propriedades do processamento da fala adulta.

Os pesquisadores Christophe, Mehler e Ramus terminam afirmando que agora é tempo dos pesquisadores formularem algoritmos relativamente específicos para aquisição da linguagem, e a partir daí determinar empiricamente o quão próximo está do desenvolvimento real da criança.

Pesquisando achei  o site de Frank Ramus: http://www.lscp.net/persons/ramus/en/infant.html e de Anne Christophe http://www.lscp.net/persons/anne/. Além de outro artigo traduzido do Mehler para o português com outro pesquisador chamado Aquisição da Linguagem: dados psicobiológicos.


Sobre fuiobrigada

Escrever dói e é compulsivo. Delirium, tremens.

Publicado em 15/05/2012, em Uncategorized e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Vim retribuir a visita e dizer que já aceitei sua dica.
    Volte mais vezes!
    Ah!! Dê-me indicação de curso de ingles online, É mnha proxima meta.Grata.
    Abs

    http://denisepuppin.blogspot.com.br

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: